Progamação em Jogo: o telespectador segipano é um ilustre (des)conhecido das emissoras locais?

Continuamos aqui nossa reflexão sobre o quão interessante é ter um trabalho levantado de maneira científica a respeito das características peculiares de telespectadores de Aracaju, para que os produtos televisivo chamem ainda mais a atenção dos clientes.

Progamação em Jogo: o telespectador segipano é um ilustre (des)conhecido das emissoras locais?

Parte 2

Nesta busca pelo poder e pelo controle da informação, a TV exerce um papel importante. Além de ser capaz de transmitir informações simultaneamente de um extremo do planeta a outro, através de imagens, em diversos países, como no Brasil, para a maior parte de suas populações, ela é a principal fonte informativa. Para termos uma idéia de sua penetração, segundo o IBGE em 1999, 87,5% das casas possuíam um aparelho de TV, enquanto 82,5% tinham geladeira[2]. O fascínio e a influência deste veículo como se pode notar, entre os brasileiros é muito grande
É inquestionável a importância dos processos de mudança que a TV vem sofrendo, sobre tudo nas últimas décadas na atual configuração dessa sociedade globalizada no Brasil e no Estado de Sergipe. Para entendermos melhor como este novo ordenamento mundial afeta esse veículo de comunicação em nosso país, inicialmente, traçamos um breve panorama da televisão e seu desenvolvimento relacionado com os momentos vividos pelo sistema capitalista brasileiro. Para tanto, usamos o trabalho do professor Sérgio Mattos para fazermos uma síntese do surgimento e o desenvolvimento desse veículo de comunicação no país. Como são escassos os trabalhos a respeito da história da TV em Sergipe, achamos oportuno também, em um segundo momento, fazer uma breve retrospectiva sobre o surgimento das emissoras, usando a mesma base teórica como referência. Em outro momento, procuramos estimular a reflexão a respeito de um tema esquecido pelos acadêmicos no Estado: os estudos de recepção. O tema tem ganhado cada vez mais espaço nas pesquisas acadêmicas. Apesar de 33 anos terem se passado após a primeira transmissão de imagens da TV Sergipana, praticamente não existem estudos a respeito, dos impactos deste veículo causados no meio sócio – cultural sergipano. Neste sentido, procuramos tocar, apesar de fazê-lo superficialmente, na relevância das pesquisas de recepção, que procurem entender o cotidiano e o comportamento do telespectador da região nesse cenário globalizado. Pensar sobre o tema é importante, já que atravessamos um momento em que os paradigmas estão voltados a entender as demandas dos receptores para a partir daí serem formuladas as programações. Depois de décadas encarando o telespectador como algo passivo e participante de uma massa homogênea, profissionais e empresários da TV começam a perceber, que os avanços tecnológicos, acabam se traduzindo em ferramentas que cada vez mais aumentam o poder de escolha da audiência. televisão vai também sofrendo alterações profundas em sua maneira de produzir e dirigir seus produtos diante da novas possibilidades de receber a programação de TV neste momento de pós – modernidade.
A globalização da sociedade e o momento pós - moderno, trazem consigo mudanças na forma do telespectador construir a relação com o aparelho. Alterações que vão desde o surgimento do controle remoto como importante instrumento de controle e seleção do receptor até os novos mecanismos surgidos com a implantação de novos sistemas de TV paga no território brasileiro e especificamente, no sergipano. Desta forma, esforçando-se em entender como o telespectador reage e processa um determinado conteúdo, estaremos achando as pistas para compreender um pouco do fascínio no imaginário brasileiro e sergipano exercido por este veículo.
[2] PEREIRA Júnior, Luís Costa. Paradoxos da Indústria da TV.

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