parte 3
A TV e o desenvolvimento do capitalismo.
Não se pode falar em TV por assinatura em Sergipe e no impacto que ela tem causado tanto no mercado local quanto no cotidiano dos telespectadores, sem mencionar que tais avanços tecnológicos foram impulsionados pelas necessidades de comunicação inerentes ao ser humano. Eles aparecem como forma de dar agilidade a esse processo de comunicação, a fim de responder às mudanças que a sociedade capitalista vem sofrendo ao longo do tempo.
Em 1930, foram realizadas as primeiras transmissões de imagem testadas com sucesso na Europa e a televisão começa suas primeiras transmissões. Após a Segunda Guerra, as pesquisas e o mercado de Televisivo dos Estados Unidos se desenvolvem com maior rapidez que no continente europeu. Este vai ser um dos fatores pelos quais vão ser os EUA que, em grande parte, mais tarde vão influenciar os padrões e modelos adotados pela TV brasileira. As vendas de aparelhos de TV em larga escala industrial e a produção de sua programação acontecem em um cenário mundial de grande desenvolvimento da imprensa escrita ( jornais e revistas ) e do rádio sobretudo nos Estados Unidos e na Europa durante o fim dos anos de 1950. Nestes locais, os veículos de comunicação da imprensa escrita já faziam parte do cotidiano da população desde o fim do século XIX. Tais veículos tinham papel influente no cenário cultural, político e econômico, principalmente na Europa.
Os avanços na Industrialização do Brasil e a busca pela inserção cada vez mais veloz na dinâmica do sistema capitalista fizeram com que a imprensa se destacasse cada vez mais como elemento importante no processo de organização social. Para melhor identificar os avanços ocorridos ao longo do processo de existência da TV brasileira, é oportuno adotar, neste artigo, o critério de fases de desenvolvimento adotado por Sérgio Mattos[3] que os contexualiza no âmbito da estrutura de vida organizacional do país.
No dia 18 de Setembro de 1950, por meio dos esforços do empresário, dono do maior grupo de comunicação na época o “Diários Associados”, Assis Chateaubriand, é feita pela primeira vez uma transmissão de TV no Brasil. A partir daí, toda estrutura necessária para produção de programas passa, a ser conhecida e implantada não só em Estados do Sudeste, mas em todo país. Inicialmente, poucos aparelhos capazes de receber as imagens e sons gerados pelas emissoras existiam e a TV era privilégio de poucos. A maioria dos acadêmicos brasileiros, parece concordar que nesta época a TV viveu um período experimental e elitista. Segundo Sérgio Mattos ( Perfil da TV brasileira. 1990. pg. 8 a 13), esta fase durou de 1950 até 1964. Ela foi marcada pela improvisação e a busca de uma programação variada. A fase seguinte é denominada populista ( Perfil da TV brasileira. 1990. pg. 13 a 16) e busca a construção de uma identidade nacional através do veículo. A implantação de redes comerciais em nível nacional tem papel fundamental para os esforços feitos pelo regime militar em criar tal identidade. Do final dos anos 70 até a metade da década de 80 as grandes redes, já estruturadas e capazes de penetrar em todo território nacional começam a investir em desenvolvimento de tecnologia e a expandir seus equipamentos e material humano. Em outro momento, consolidam-se comercialmente e passam a exportar programas, este momento ainda estaria inserido na quarta fase porém é destacado pelo autor como sendo um momento de expansão internacional da TV . Se consideramos os números apontados pela Associação Brasileira das Empresas de Eletrodomésticos (Abinee) podemos perceber uma crescente presença do aparelho nos lares e conseqüentemente a influência dos conteúdos da programação na absorção de informações no dia-a-dia dos brasileiros. Segundo a associação, em 1951 foram vendidos 3.500 aparelhos e em 1989 o número aumentou para 28.000.000[4].
[3]MATTOS Sérgio. Um perfil da TV Brasileira. Salvador: A Tarde / Abap, 1990.
[4]Números apresentados por Bolaño, César. Mercado Brasileiro de Televisão. Sergipe, pág.53 UFS, 1988.
A TV e o desenvolvimento do capitalismo.
Não se pode falar em TV por assinatura em Sergipe e no impacto que ela tem causado tanto no mercado local quanto no cotidiano dos telespectadores, sem mencionar que tais avanços tecnológicos foram impulsionados pelas necessidades de comunicação inerentes ao ser humano. Eles aparecem como forma de dar agilidade a esse processo de comunicação, a fim de responder às mudanças que a sociedade capitalista vem sofrendo ao longo do tempo.
Em 1930, foram realizadas as primeiras transmissões de imagem testadas com sucesso na Europa e a televisão começa suas primeiras transmissões. Após a Segunda Guerra, as pesquisas e o mercado de Televisivo dos Estados Unidos se desenvolvem com maior rapidez que no continente europeu. Este vai ser um dos fatores pelos quais vão ser os EUA que, em grande parte, mais tarde vão influenciar os padrões e modelos adotados pela TV brasileira. As vendas de aparelhos de TV em larga escala industrial e a produção de sua programação acontecem em um cenário mundial de grande desenvolvimento da imprensa escrita ( jornais e revistas ) e do rádio sobretudo nos Estados Unidos e na Europa durante o fim dos anos de 1950. Nestes locais, os veículos de comunicação da imprensa escrita já faziam parte do cotidiano da população desde o fim do século XIX. Tais veículos tinham papel influente no cenário cultural, político e econômico, principalmente na Europa.
Os avanços na Industrialização do Brasil e a busca pela inserção cada vez mais veloz na dinâmica do sistema capitalista fizeram com que a imprensa se destacasse cada vez mais como elemento importante no processo de organização social. Para melhor identificar os avanços ocorridos ao longo do processo de existência da TV brasileira, é oportuno adotar, neste artigo, o critério de fases de desenvolvimento adotado por Sérgio Mattos[3] que os contexualiza no âmbito da estrutura de vida organizacional do país.
No dia 18 de Setembro de 1950, por meio dos esforços do empresário, dono do maior grupo de comunicação na época o “Diários Associados”, Assis Chateaubriand, é feita pela primeira vez uma transmissão de TV no Brasil. A partir daí, toda estrutura necessária para produção de programas passa, a ser conhecida e implantada não só em Estados do Sudeste, mas em todo país. Inicialmente, poucos aparelhos capazes de receber as imagens e sons gerados pelas emissoras existiam e a TV era privilégio de poucos. A maioria dos acadêmicos brasileiros, parece concordar que nesta época a TV viveu um período experimental e elitista. Segundo Sérgio Mattos ( Perfil da TV brasileira. 1990. pg. 8 a 13), esta fase durou de 1950 até 1964. Ela foi marcada pela improvisação e a busca de uma programação variada. A fase seguinte é denominada populista ( Perfil da TV brasileira. 1990. pg. 13 a 16) e busca a construção de uma identidade nacional através do veículo. A implantação de redes comerciais em nível nacional tem papel fundamental para os esforços feitos pelo regime militar em criar tal identidade. Do final dos anos 70 até a metade da década de 80 as grandes redes, já estruturadas e capazes de penetrar em todo território nacional começam a investir em desenvolvimento de tecnologia e a expandir seus equipamentos e material humano. Em outro momento, consolidam-se comercialmente e passam a exportar programas, este momento ainda estaria inserido na quarta fase porém é destacado pelo autor como sendo um momento de expansão internacional da TV . Se consideramos os números apontados pela Associação Brasileira das Empresas de Eletrodomésticos (Abinee) podemos perceber uma crescente presença do aparelho nos lares e conseqüentemente a influência dos conteúdos da programação na absorção de informações no dia-a-dia dos brasileiros. Segundo a associação, em 1951 foram vendidos 3.500 aparelhos e em 1989 o número aumentou para 28.000.000[4].
[3]MATTOS Sérgio. Um perfil da TV Brasileira. Salvador: A Tarde / Abap, 1990.
[4]Números apresentados por Bolaño, César. Mercado Brasileiro de Televisão. Sergipe, pág.53 UFS, 1988.
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