Progamação em Jogo: o telespectador segipano é um ilustre (des)conhecido das emissoras locais?

parte 4

A TV e o desenvolvimento do capitalismo - Continuação


A partir dos anos 90 até os dias atuais, os estudos de Mattos apontam mudanças significativas. Começam a aparecer as televisões segmentadas, aumentando o número de opções para o telespectador na programação e causando gradativas mudanças na área comercial das grandes redes. Para Mattos este é o momento da “Diversidade ou Multiplicidade da Oferta”. Novas opções de “canais surgiram baseados em uma variedade de tecnologias de distribuição de sinais, inclusive canais abertos de freqüência ultra - alta (UHF), TV por assinatura (STV), Sistemas de distribuição multiponto multicanal (MMDS), transmissão direta de satélite (DBS) e TV a cabo”[5].
No atual momento, as novas tecnologias trouxeram um grande impacto sobre as formas de se produzir e de se pensar a Televisão no País. Para Nelson Hoineff, o objetivo dessa nova televisão “ já não é o de alcançar maciçamente a maior parte da população, mas os segmentos que se interessem por cada oferta específica de programação. Numa sociedade pluralista, com níveis sociais, econômicos e culturais distintos, não é saudável que se pense que todo mundo quer ver exatamente a mesma coisa – e ainda por cima ao mesmo tempo. A obstinação de alcançar todo mundo representa na verdade o objetivo menos nobre da televisão genérica: nivelar tudo por baixo, para Ter sob controle uma massa uniforme de consumidores”.

[5]DUARTE, Luiz Guilherme. É pagar para ver: a TV por assinatura em foco. São Paulo: Summus, 1996.

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